
FAS completa 18 anos com novas parcerias para fortalecer a bioeconomia na Amazônia e melhorar a infraestrutura comunitária
Instituição amplia cooperações para impulsionar cadeias sustentáveis e melhorar a infraestrutura de comunidades amazônicas
Presente na lista das 100 melhores ONGs do país, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) completa, neste domingo, 8 de fevereiro, 18 anos de atuação. Atualmente, são mais de 21,3 mil famílias em 798 comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas beneficiadas, além de iniciativas que contribuem para a proteção de aproximadamente 14,6 milhões de hectares (ha) na Amazônia. Em atividade desde 2008, a organização tem a missão de contribuir para a conservação do bioma amazônico, a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade, além da melhoria da qualidade de vida das populações que vivem na região. O superintendente-geral, Virgilio Viana, destaca que celebrar esses 18 anos é reafirmar um compromisso construído junto às populações da floresta, com base no diálogo, na ciência e no respeito aos saberes tradicionais. “Cada família atendida e cada hectare conservado representam escolhas coletivas em favor de um futuro mais justo e sustentável para a Amazônia”, afirma. Além do reconhecimento entre as melhores ONGs do Brasil, no ano passado a instituição conquistou o 2º lugar no Prêmio Nacional do Turismo – Iniciativas de Destaque, na categoria “Qualificação, Formação e Inserção Produtiva de Pessoas no Turismo”, com o projeto Universitários da Floresta. Outros reconhecimentos incluem o Prêmio Mulheres da Energia (categoria “Impacto Social”), o Prêmio TOP Mega Brasil de Comunicação (categoria “Executiva de Comunicação | Região Norte”) e o Prêmio de Excelência Francisco Gros, concedido pela G5 Partners. Sociobioeconomia Para a FAS, o desenvolvimento econômico da região precisa ser verde, sustentável e inclusivo, valorizando negócios e soluções lideradas por amazônidas. Nesse contexto, a sociobioeconomia é um caminho estratégico para o futuro da Amazônia. Entre as iniciativas, destaca-se o edital Prospera Sociobio, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com a FAS e financiado pelo governo da Alemanha, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW). A chamada destinará R$ 70,2 milhões para a criação de Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia em territórios amazônicos. Conservação ambiental A conservação ambiental é um dos pilares da atuação da FAS, por isso, apoia a criação do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, em Almeirim (PA). A nova Unidade de Conservação, com cerca de 560 mil hectares, contribui para a proteção de espécies raras e ameaçadas de extinção, além da conservação de ecossistemas únicos da região. O projeto é desenvolvido em parceria com o Governo do Estado do Pará, por meio do IDEFLOR-Bio e com financiamento do Andes Amazon Fund (AAF). Educação e cidadania A FAS também se destaca por práticas educacionais conectadas às culturas e realidades amazônicas, promovendo a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento de práticas sustentáveis. Um exemplo é o projeto Práticas Pedagógicas Inovadoras para a Melhoria do Ensino Fundamental e Médio na Amazônia Profunda, que beneficiou mais de 1.185 educadores de onze municípios do interior do Amazonas em ciclos de formação continuada. Esse projeto tem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Movimento Bem Maior (MBM). A professora Paulenita Batalha Otaviano, da comunidade São Lázaro, no município de Fonte Boa, relata que o projeto de educação da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) foi essencial para aprimorar seu aprendizado, além de gerar benefícios diretos para seus alunos. “Participar do projeto da FAS foi muito importante na minha vida pessoal e profissional. Por meio dele, pude me desenvolver, me especializar na área da Educação e aprender, na prática, como ser uma profissional mais segura, sensível e comprometida. Aprendi a trabalhar de forma natural, acessível e humana, adquirindo conhecimentos que facilitaram meu crescimento e contribuíram de maneira positiva para a minha formação”. Mitigação e adaptação às mudanças climáticas A mitigação das mudanças climáticas, que afetam de maneira direta e desproporcional as populações da Amazônia, é uma prioridade nas ações da FAS, especialmente em comunidades mais isoladas. Um exemplo disso é o projeto “Luz na Floresta”, em fase de implementação, uma parceria entre a FAS, a Global Energy Alliance for People and Planet (GEAPP) e o Ministério de Minas e Energia. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento local sustentável e a autonomia econômica em cinco comunidades remotas, impactando positivamente 1.804 pessoas ao fornecer acesso à energia para uso produtivo, além de soluções escaláveis que podem ser incorporadas em políticas públicas. As áreas beneficiadas são: Terra Indígena Serra da Moça — Aldeia Serra da Moça, Boa Vista (RR); Comunidade Nossa Senhora do Livramento (Uixi) — RDS Piagaçu Purus, Beruri (AM); Comunidade Bela Conquista — RESEX Catuá-Ipixuna, Tefé (AM); Comunidade Tamaniquá — Juruá (AM); e Comunidade Quilombola do Tambor, no Parque Nacional do Jaú, em Novo Airão (AM). Entre os resultados previstos, estão 80% de disponibilidade energética e aumento médio de 15% na renda familiar a partir do terceiro ano do projeto. Saúde e bem-estar O cuidado com as pessoas em todas as fases da vida é um pilar fundamental do conceito de sustentabilidade da FAS. Por isso, a instituição vem desenvolvendo ações estruturantes na área da saúde, com iniciativas como a entrega das primeiras ambulâncias em unidades de conservação, contribuindo para ampliar o acesso a atendimentos em regiões remotas da Amazônia. Essas experiências consolidaram uma atuação em saúde cada vez mais integrada, territorializada e alinhada às políticas públicas, resultando, desde 2021, na realização de mais de 3 mil teleatendimentos. Sabrina Silva, moradora da comunidade Boa Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Amapá, no município de Manicoré, a 390 km de Manaus, relata que durante a gravidez enfrentava muitas dificuldades para se deslocar até a cidade e realizar consultas médicas. Com a chegada do contêiner que oferece serviços de telessaúde à comunidade, passou a ser acompanhada por meio de consultas on-line, precisando ir à cidade apenas para a realização de exames. Após o nascimento do filho, Michael, ela também passou a receber atendimento no local. O relato faz referência ao projeto Solar Community Hub, executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com o apoio da Dell Technologies e da Intel, que leva conectividade, educação, saúde e sustentabilidade a comunidades ribeirinhas e indígenas do interior do Amazonas. “Graças a Deus, hoje temos internet, o que traz muitos benefícios, especialmente com os atendimentos de saúde à distância. Muito obrigada à FAS por tudo o que vocês fazem por nós. Vocês merecem o melhor, porque estão sempre trabalhando para trazer melhorias para a nossa comunidade”, comenta Sabrina. A superintendente-geral adjunta da FAS, Valcléia Lima, destaca que as próximas ações da instituição têm como foco ampliar sua tecnologia social para outros territórios. “Nosso desafio agora é ampliar esse impacto e inspirar novas soluções para a floresta em pé. Seguimos trabalhando para mostrar que é possível conciliar conservação ambiental, geração de renda e qualidade de vida. Esses resultados só são possíveis graças às parcerias e à confiança das comunidades que caminham conosco”, finaliza Valcléia Lima. Sobre a FAS A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.